O prefeito de Manacapuru, Edson Bessa (PMDB), parece não ter outra alternativa senão obedecer às determinações do Ministério Público do Amazonas e demitir pelo menos 500 servidores contratados pelo município.
Com essas demissões, Bessa economizaria pelo menos R$ 300 mil todos os meses, o que lhe daria maior fôlego para melhorar a aparência urbana e a qualidade de vida da população. Além de tudo, esse pessoal não foi colocado por ele na administração do município. Já vem de muito tempo, o que torna esse grupo absolutamente dispensável, porque, acima do interesse particular deve prevalecer, sempre, o espírito público. Edson tem recebido pressões de todos os lados, mas está ficando impossível administrar a cidade que gasta mais do que arrecada somente com pessoal e fornecedores. Até o momento o prefeito não pode deslanchar seu projeto de infraestrutura urbana porque o dinheiro nunca é suficiente para o montante de obras elencadas. Com a demissão desse total de servidores, pelo menos alguns bairros começarão a receber um aporte substancial de melhorias, principalmente as comunidades fincadas às margens dos rios e que, recentemente, ficaram ilhadas por causa da enchente.
Alguns movimentos começam a se articular, em Manacapuru, contra as demissões. Ora, se uma prefeitura, como a do município vizinho, possui mais de 2 mil servidores na sua folha de pagamentos, o quer fazer para diminuir custos e disciplinar o orçamento para as futuras demandas? Pelo visto, Edson não tem saída, caso queira governar Manacapuru com extrema inteligência e com os olhos voltados para o futuro. Antes de entupir as secretarias com pessoal, é bem melhor entupir os bairros com obras, melhor atendimento nas áreas de saúde e no bem estar social.