Deputados do Amazonas defenestram Carlos Minc

A Assembleia Legislativa do Amazonas não está nada feliz com com as medidas anunciadas pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que volta e meia prejudica os interesses do Amazonas. Ontem (3), os 24 deputados elaboraram um documento de repúdio às atitudes tomadas pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que mesmo anunciando medidas que desburocratizam a concessão de licenças para a realização de projetos ambientais continua a emperrar a liberação da obra de recuperação das rodovias BR-317 e BR-319. Segundo o presidente da Assembleia, deputado Belarmino Lins, o ministro Carlos Minc tem se mostrado como o maior inimigo do desenvolvimento regional, uma vez que a economia de parte da Amazônia depende da operacionalidade da rodovia BR-319 e BR-317. Alem do mais, os deputados estaduais do Amazonas não gostaram do tratamento dispensado pelo Ministro a alguns setores do Amazonas que defendiam a liberação da rodovia BR-319, razão pela qual subscreveram o documento repudiando essas atitudes de Inc. Segundo notícia divulgada em todo o mais, o Ministro do Meio Ambiente teria dito que “temos no Ibama 1.400 pedidos de licença em tramitação, todos para ontem, mas não vamos dar sem rigor . No grito não vai sair licenças. Tem que cumprir os requisitos. Não vamos afrouxar nem a (concessão da) licença ambiental e nem a fiscalização dessa licença”, afirmou Minc. Para Belão, o desenvolvimento sócio-econômico não pode prescindir do adequado uso do espaço, principalmente quando este uso potencializa a integração de uma

região com especificidades tão marcantes quanto às da Amazônia. Segundo ele, enquanto não for liberada a obras de restauração da rodovia BR-319, a ligação do Amazonas e do Acre ao Pacífico ficará comprometida, gerando enormes prejuízos à economia dos dois estados. Na avaliação dos 24 deputados amazonenses que subscreveram o documento, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, é a única voz do governo federal em total descompasso com os interesses do Amazonas. Segundo o documento enviado ontem ao Presidente Lula, “tal disparate somente se explica pela falta de afinidade do ministro do Meio Ambiente com as necessidades dos povos da floresta, pois sua concepção ambientalista é fruto da vivência em grande centros urbanos, bastando considerar que o citado Senhor é natural do Rio de Janeiro, sem jamais ter participado de qualquer movimento, empreendimento ou discussão mais profunda sobre questões amazônicas”.

Augusto Banega 3 agosto 2009 às 11:54 Comentário(s)(0)  Artigo 




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